Mudanças entre as edições de "Território micronacional"
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De acordo com a [[Micropedia]] (de [[Bruno Cava]] e [[Rafael Filgueira]]), "cada micronação tem o seu território, que é o local onde transcorrem as atividades essencialmente relacionadas a mesma. Há, também, '''território intermicronacional''', que não é próprio a nenhuma micronação, mas cuja atividade ainda é de natureza micronacional". | De acordo com a [[Micropedia]] (de [[Bruno Cava]] e [[Rafael Filgueira]]), "cada micronação tem o seu território, que é o local onde transcorrem as atividades essencialmente relacionadas a mesma. Há, também, '''território intermicronacional''', que não é próprio a nenhuma micronação, mas cuja atividade ainda é de natureza micronacional". | ||
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A terceira camada é constituída por micronações que reclama territórios - geralmente muito pequenos, podendo ser mesmo uma fazenda, ou um apartamento - dentro da jurisdição macronacional, não de forma separatista, mas prevendo uma forma de coexistência entre o poder micronacional e o macronacional; são as territorialistas [[Derivatismo|derivatistas]] (Ex.: [[Talossa]], [[Molóssia]]). O quarto time perfaz as micronações que desistiram ou não tem como meta adquirir território físico, sendo a questão desnecessária para a nacionalidade, e portanto irrelevante ao micronacionalismo de objetivo ''nationhood''; são as aterritorialistas (Ex.: [[Corvínia]], [[TorHavn]], [[Pacífica]]). Dentre as aterritorialistas, as de filosofia realista consideram como o território o patrimônio virtual da micronação, isto é, o conjunto de dados dos sítios e listas de e-mail, o que as qualifica como aterritorialistas realistas (Ex.: Pasárgada). Uma sexta forma de abordar a questão é a modelista ou simulacionista, que vê o território como uma alegoria, uma ficção, criada para tomar "emprestado" elementos da cultura presente no território de verdade, ou como simples referência ficcional. Os territorialistas ficcionalistas não reclamam o território para si e nem espera exercer alguma espécie de poder limitado em seus territórios. A corrente subdivide-se em duas. A dos territorialistas ficcionalistas modelistas, que admitem a própria ficção e encaram o fato simplesmente como um símbolo, um "empréstimo cultural" (Ex.: [[Orange]]); e a dos territorialistas ficcionalistas virtualistas, onde os micronacionalistas realmente se projetam dentro do território, desenvolvendo atividades cujo conteúdo é a própria ficção territorial (Ex.: Reunião, [[ | + | <blockquote>''A forma que é encarado<sic> o território é importante indicador da seriedade. O primeiro grupo, dos mais [[Seriedade|sérios]], é composto pelas que reclamam um território concreto de uma macronação, de forma concorrente, com vistas a uma secessão de fato, o mais eficaz possíveis; são as territorialistas concretistas (Ex.: [[Hutt River]], [[Atlantium]], [[Seborga]]). O segundo time é composto por micronações que reclamam seu território fora da jurisdição macronacional, em lugares inacessíveis ou inusitados, por mais que as terras não possam ser usufruídos, mas a reclamação ainda é séria; são as territorialistas realistas (Ex.: [[Sealand]], [[Zarahemla]]). A terceira camada é constituída por micronações que reclama territórios - geralmente muito pequenos, podendo ser mesmo uma fazenda, ou um apartamento - dentro da jurisdição macronacional, não de forma separatista, mas prevendo uma forma de coexistência entre o poder micronacional e o macronacional; são as territorialistas [[Derivatismo|derivatistas]] (Ex.: [[Talossa]], [[Molóssia]]). O quarto time perfaz as micronações que desistiram ou não tem como meta adquirir território físico, sendo a questão desnecessária para a nacionalidade, e portanto irrelevante ao micronacionalismo de objetivo ''nationhood''; são as aterritorialistas (Ex.: [[Corvínia]], [[TorHavn]], [[Pacífica]]). Dentre as aterritorialistas, as de filosofia realista consideram como o território o patrimônio virtual da micronação, isto é, o conjunto de dados dos sítios e listas de e-mail, o que as qualifica como aterritorialistas realistas (Ex.: Pasárgada). Uma sexta forma de abordar a questão é a modelista ou simulacionista, que vê o território como uma alegoria, uma ficção, criada para tomar "emprestado" elementos da cultura presente no território de verdade, ou como simples referência ficcional. Os territorialistas ficcionalistas não reclamam o território para si e nem espera exercer alguma espécie de poder limitado em seus territórios. A corrente subdivide-se em duas. A dos territorialistas ficcionalistas modelistas, que admitem a própria ficção e encaram o fato simplesmente como um símbolo, um "empréstimo cultural" (Ex.: [[Orange]]); e a dos territorialistas ficcionalistas virtualistas, onde os micronacionalistas realmente se projetam dentro do território, desenvolvendo atividades cujo conteúdo é a própria ficção territorial (Ex.: [[Sacro Império de Reunião|Reunião]], [[Campos Bastos]]). Finalmente, quando o território passa a ser algo absolutamente imaginário, sem o objetivo de tomar emprestado a cultura do local, mas como forma de transcender a própria realidade, temos a oitava grande tendência, a dos territorialistas peculiaristas (Ex.: [[Menelmacar]], [[Babylon 5]]).''</blockquote> |
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Edição atual tal como às 22h46min de 16 de maio de 2020
No contexto do micronacionalismo, território é o espaço social onde se realizam as atividades de simulação micronacional.
De acordo com a Micropedia (de Bruno Cava e Rafael Filgueira), "cada micronação tem o seu território, que é o local onde transcorrem as atividades essencialmente relacionadas a mesma. Há, também, território intermicronacional, que não é próprio a nenhuma micronação, mas cuja atividade ainda é de natureza micronacional".
A forma que é encarado<sic> o território é importante indicador da seriedade. O primeiro grupo, dos mais sérios, é composto pelas que reclamam um território concreto de uma macronação, de forma concorrente, com vistas a uma secessão de fato, o mais eficaz possíveis; são as territorialistas concretistas (Ex.: Hutt River, Atlantium, Seborga). O segundo time é composto por micronações que reclamam seu território fora da jurisdição macronacional, em lugares inacessíveis ou inusitados, por mais que as terras não possam ser usufruídos, mas a reclamação ainda é séria; são as territorialistas realistas (Ex.: Sealand, Zarahemla). A terceira camada é constituída por micronações que reclama territórios - geralmente muito pequenos, podendo ser mesmo uma fazenda, ou um apartamento - dentro da jurisdição macronacional, não de forma separatista, mas prevendo uma forma de coexistência entre o poder micronacional e o macronacional; são as territorialistas derivatistas (Ex.: Talossa, Molóssia). O quarto time perfaz as micronações que desistiram ou não tem como meta adquirir território físico, sendo a questão desnecessária para a nacionalidade, e portanto irrelevante ao micronacionalismo de objetivo nationhood; são as aterritorialistas (Ex.: Corvínia, TorHavn, Pacífica). Dentre as aterritorialistas, as de filosofia realista consideram como o território o patrimônio virtual da micronação, isto é, o conjunto de dados dos sítios e listas de e-mail, o que as qualifica como aterritorialistas realistas (Ex.: Pasárgada). Uma sexta forma de abordar a questão é a modelista ou simulacionista, que vê o território como uma alegoria, uma ficção, criada para tomar "emprestado" elementos da cultura presente no território de verdade, ou como simples referência ficcional. Os territorialistas ficcionalistas não reclamam o território para si e nem espera exercer alguma espécie de poder limitado em seus territórios. A corrente subdivide-se em duas. A dos territorialistas ficcionalistas modelistas, que admitem a própria ficção e encaram o fato simplesmente como um símbolo, um "empréstimo cultural" (Ex.: Orange); e a dos territorialistas ficcionalistas virtualistas, onde os micronacionalistas realmente se projetam dentro do território, desenvolvendo atividades cujo conteúdo é a própria ficção territorial (Ex.: Reunião, Campos Bastos). Finalmente, quando o território passa a ser algo absolutamente imaginário, sem o objetivo de tomar emprestado a cultura do local, mas como forma de transcender a própria realidade, temos a oitava grande tendência, a dos territorialistas peculiaristas (Ex.: Menelmacar, Babylon 5).