Respública de Emínia

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Respública de Emínia
Bandeira Emínia.png
Fundação 13 de fevereiro de 2025
Fundador Mário Caneira Martins
Capital Emínia (Cidade-Estado Virtual)
Língua oficial Português
Governo Respública comunitária federativa
Ardazil Mário Caneira Martins
População 4
Moeda Moeda digital dos Comuns (planeada)
Lema Libertas per Commune
Hino Coronatio Eminiae

Respública de Emínia

A Respública de Emínia, anteriormente conhecida como Reino de Emínia, é uma micronação de inspiração lusófona e filosófica, fundada com base nos ideais do pensador português Agostinho da Silva e na tradição do municipalismo medieval ibérico.

O projeto combina elementos jurídicos, culturais e espirituais, apresentando-se simultaneamente como associação cultural (dentro da legislação francesa, nomeadamente a Loi 1901) e micronação simbólica, dedicada à vivência prática e imaginativa da utopia do Quinto Império.


História

O projeto surgiu inicialmente sob a forma de uma Monarquia Constitucional ao estilo da Constituição Portuguesa de 1838 e da Carta Magna de 1830. Com o tempo, o nome foi alterado para Respública de Emínia, refletindo a rejeição de formas monárquicas e republicanas convencionais e a adoção de uma visão comunitária, federativa e democrática.

O marco fundador é celebrado a 13 de fevereiro, data de nascimento de Agostinho da Silva, considerado Mestre Filosófico da nação.

Filosofia e Inspiração

A Respública de Emínia fundamenta-se em princípios inspirados na Filosofia Portuguesa e na visão agostiniana do Quinto Império:

  • Liberdade plena sem trabalho compulsório;
  • Autonomia municipal em lugar de um Estado central;
  • Moeda como instrumento, não como fetiche;
  • Comunidade de afetos livres, sem prisão da família institucionalizada;
  • Justiça de paz e reconciliação em vez de punição;
  • Fraternidade sem fronteiras entre raças, classes ou nações;
  • Busca da Idade de Ouro pela saudade criadora.

O conceito central é o Fado, entendido como destino e medida universal, próximo de noções como Tao, Maat ou Thelema.

Estrutura Política

O sistema político de Emínia é definido pela Carta Foral, que funciona como constituição. Os órgãos principais são:

  • Ardazil – Chefe da Respública, um presidente-rei, mediador e intérprete do Fado;
  • Ouvidor-Geral – fiscalizador da integridade dos atos;
  • Juiz de Paz – responsável pela justiça conciliatória;
  • Escrivão-Mor – guardião do cartório e da memória;
  • Almotacé – zelador dos costumes e dos bens comuns;
  • Chanceler-Mor – responsável pela diplomacia.

Todos os cargos são eleitos, temporários e revogáveis.

Símbolos

  • Bandeira – bipartida verticalmente em branco e azul, com o escudo ao centro.
  • Escudo – faixa de prata e azul de seis peças, bordadura vermelha, coroa fechada de oito arcos.
  • HinoCoronatio Eminiae, inspirado nas Cantigas de Santa Maria.
  • LemaLibertas per Commune.

Cultura e Festas

O Leal Conselheiro dos Costumes de Emínia compila os usos e tradições. As principais celebrações são:

  • Bodo Eminiano (solstício de verão) – festa da dádiva e renovação do pacto comunitário;
  • Festival da Saudade (entre Todos os Santos e São Martinho) – memória dos ausentes;
  • Dia da Fundação (13 de fevereiro) – aniversário de Agostinho da Silva.

Economia e Comuns

A economia baseia-se no Fundo dos Comuns, formado por quotas e dádivas. Emínia prevê a criação de uma moeda digital lastreada e a distribuição de um Rendimento Básico dos Comuns. Os bens comuns – água, terra, cultura, natureza e saber – são considerados inalienáveis.

Ver também

Ligações externas