M. Soto

De Micropedia
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M. Soto foi um príncipe dentro do micronacionalismo, governando o Principado de Sotóvia. Ele fundou sua micronação exatamente em 9 de julho de 2018, às 08:40 da manhã.

História

Soto tomou conhecimento da existência de micronações no ano de 2018. Porém, a maioria dos conteúdos sobre o assunto falavam sobre micronações anglófonas. Diferente da lusofonia, que trata o micronacionalismo como um hobby, na anglofonia se aplica um realismo micronacional, onde em sua maioria, as pessoas de fato declaram independência de territórios reais e começam a tratar aquele território como se fosse um país real. No micromundo anglófono, isso se dá por diversos motivos: protesto, trabalho artístico, ponto turístico, etc. Porém, há aqueles que de fato levam a independência de sua micronação a sério, como no caso de Sealand. Pelo fato da diversidade da micro-anglofonia ser maior e aceitar com mais facilidade tipos diferentes de micronações, Soto decidiu fundar sua própria micronação inspirada em modelos anglófonos.

A entrada de Sotóvia na lusofonia não foi vista com bons olhos. O micromundo lusófono segue regras rígidas e muito formais, simulando as burocracias das macronações. Sotóvia seguiu um modelo de micronação mais informal, menos burocrática e com elementos mais "divertidos" em sua estética, se baseando em algumas micronações da anglofonia, como por exemplo, o Império Aericano. Sotóvia sofreu duras críticas e o Príncipe Soto I sofreu diversos ataques pessoais e bullying da maioria dos líderes e cidadãos do micromundo lusófono.

O Fim de Sotóvia e o Anarquismo de Soto

Sotóvia não teve um fim oficial. Soto foi deixando aos poucos a comunidade micronacionalista porque acabou se radicalizando ao anarquismo. Durante seus últimos dias governando Sotóvia, ele já estava começando a se perguntar qual era a utilidade ou finalidade de tudo aquilo. Para Soto, mais importante do que símbolos nacionais, como bandeira, hino e brasão, era o quanto as pessoas poderiam ter suas necessidades básicas supridas, sem gastar nada ou pouco dinheiro para isso. Neste momento, ele almejava construir uma comunidade autônoma e autossustentável que não dependesse do capitalismo externo para existir, ideia esta que nunca saiu do papel. Mais tarde, Soto acampou durante 15 dias em uma ecovila, o que também contribuiu para o seu pensamento anarquista, visto que lá as pessoas se organizavam de maneira quase autogerida, apesar de não serem anarquistas. Houve um período em que Soto chegou a se simpatizar com a ideia de Arcologia, não no sentido da extrema densidade populacional ou da alta tecnologia futurista, mas no sentido de compactar, no menor espaço possível, todos os serviços básicos. Ele também chegou a se simpatizar com as ideias de Seasteading, Permacultura e Agrofloresta. Alguns poucos anos depois, em 2022, Soto começou a ter contato com conteúdo radical na internet, principalmente de marxistas-leninistas. Porém, ele acreditava que o futuro da sociedade humana não era um governo centralizado, mas sim, uma fragmentação da sociedade em pequenas comunidades autônomas que funcionassem através de um sistema de democracia direta e autogestão com assembleias de moradores. O marxismo-leninismo foi uma ponte para que Soto conhecesse o anarquismo. Neste período, ele começou a entrar em contato com comunidades anarquistas na internet e percebeu que os anarquistas defendiam algo parecido com aquilo que ele pensava. A autogestão, a autonomia e o anti-capitalismo passaram a ser os pilares centrais do pensamento atual de Soto.

Atualmente, como anarquista, Soto já não vê mais sentido na existência de estados-nações. Para ele, o estado tem a única função de oprimir a classe trabalhadora. A partir de sua radicalização ao anarquismo, ele passou a se considerar um cidadão do mundo. Deste modo, ele passou a se preocupar mais com determinadas pautas, como o suprimento e o acesso às necessidades básicas, a preservação ambiental, o fim da escala 6x1 e condições dignas de trabalho, do que com meros símbolos nacionais. Isso fez com que Soto tecesse duras críticas ao capitalismo e ao estado, adotando assim, uma posição socialista libertária, pois para ele, o capitalismo é o principal fator que limita o acesso das pessoas à uma vida digna.

A informalidade de Sotóvia, a sua não-burocracia e a sua estética que fugia dos padrões de outros países, já refletia um pensamento anárquico em Soto. Ele sempre demonstrou não se preocupar com símbolos, mas sim, o quanto as pessoas de Sotóvia estavam tendo uma vida digna.

Soto ainda sonha em construir sua comunidade rural autônoma, autossustentável e baseada no princípio anarquista da autogestão.