Maria Gonçalves Moreira
Maria Gonçalves Moreira foi primeira-dama de Moreiralândia de 5 de setembro de 1929 a 10 de janeiro de 1959. Ela nasceu em 3 de março de 1913 e morreu no ano 2000 aos 86 anos de causas naturais.
Biografia
Filha de Antônia Gonçalves Moreira e mãe de 5 filhos, teve um casamento arranjado com seu primo Francisco Gonçalves Moreira. Ela é mãe de João, Toim, Joaquim, Dejacy e Doralice. Maria Gonçalves Moreira nasceu em 3 de março de 1913 na cidade de Piripiri, Piauí, Brasil e nessa cidade ela cresceu e se casou com Francisco Gonçalves Moreira em um casamento arranjado pelos pais. Maria morou em Bacabal, Pio XII onde seu marido veio a falecer em 10 de janeiro de 1959. Diz a tradição da família Moreira que Francisco visitou Maria após seu falecimento e ordenou a sua ida com sua família para Imperatriz onde seria construída a Casa de Francisco. E assim fizeram, chegando em Imperatriz no ano de 1967 estabeleceram a Casa de Francisco que se tornou a sede de governo e um patrimônio nacional em 2023.
Projetos
Liderou projetos agrícolas de desenvolvimento em Moreiralândia após a década de 60. Foi uma líder religiosa matriarcal até a sua morte no ano 2000.
Religião
Sua religião era o protestantismo assembleiano. Ela teria continuado o legado de Francisco Gonçalves Moreira e ensinado sobre a religião para os filhos e netos.
Legado
Seu legado é sentido até hoje, com a família Moreira em sua maioria seguindo até hoje a minoria protestante assembleiana.
Contradições
Maria Gonçalves Moreira contribuiu na revolução agrícola e perpetuou tradições como a endogamia na família mais também coisas que são consideradas contradições. Maria Gonçalves Moreira era fundamentalista e reacionária, anticomunista e tinha opiniões que hoje seriam vistas como racistas como a preferência por netos de pele branca. Outra coisa contraditória da sua visão política era a conexão com religiões de matriz africana e a tolerância com as religiões de matriz africana algo que não era muito defendido pela maior parte da família Moreira. Após a sua morte, alguns familiares tentaram remover esses posicionamentos racistas e trabalhar por inclusão, tolerância e houve desde muito tempo casamentos entre pessoas brancas e não brancas como João com Enedina. Também há familiares que trabalham na tolerância com pessoas de religiões de matriz africana. O atual presidente Marcos Paulo adota essa visão de antirracismo e tolerância a religiões de matriz africana.