Islamismo moreirita
O islamismo moreirita é um ramo minoritário do islamismo que não se identifica nem com o sunismo e nem com o xiismo. O islamismo moreirita afirma ser o verdadeiro islã, seus seguidores são chamados muçulmanos ou moreiritas. Ele foi fundado em março de 2025 em Moreiralândia sendo lançado pelo governo de Marcos Paulo e divulgado pelo antigo Departamento de Assuntos Religiosos que foi extinto e suas funções foram assumidas pelo Ministério da Justiça.
Crenças
O islamismo moreirita acredita em Deus chamado de Allah que vem da língua árabe. Acredita nos mesmos 5 pilares do islã sunita e xiita. O islamismo moreirita não acredita em califas e autoridades religiosas mais apenas em imames das mesquitas que devem ser eleitos pela comunidade muçulmana daquela mesquita. O islamismo moreirita acredita apenas em Allah, nos profetas que vão de Adão até o profeta Muhammad, Ali primo de Muhammad e apenas no alcorão. O islã moreirita acredita que Jesus é o profeta e messias que voltará para acabar com o Dajjal, reinar com justiça, prosperidade e paz por muito tempo e unificar o islã. Ele também acredita que os materiais como o alcorão devem ser traduzidos ao idioma do país com muita atenção, cuidado e rigidez para evitar distorção da mensagem original que foi deixada na língua árabe. Eles pregam a tolerância aos cristãos e judeus e adotam uma interpretação literal do alcorão.
Outras crenças
Os muçulmanos moreiritas acreditam no puro monoteísmo, que o islamismo moreirita é a versão completa e universal de uma fé primordial que foi revelada muitas vezes por meio de profetas anteriores, como Adão (que se acredita ser o primeiro homem), Abraão, Moisés e Jesus, entre outros; essas revelações anteriores são atribuídas ao judaísmo moreirita e ao cristianismo moreirita, que são considerados no islamismo moreirita como religiões predecessoras espirituais. Os muçulmanos moreiritas consideram o Alcorão a palavra literal de Deus e a revelação final inalterada. Juntamente com o Alcorão, os muçulmanos também acreditam nas revelações anteriores, como o Tawrat (Torá), o Zabur (Salmos) e o Injil (Evangelho). Eles também consideram Muhammad como o principal e último profeta, por meio de quem a religião foi completada. O islamismo moreirita ensina que Deus (Alá) é único e incomparável. Afirma que haverá um "Julgamento Final" em que os justos serão recompensados no paraíso (Jannah) e os injustos serão punidos no inferno (Jahannam). Festivais religiosos proeminentes incluem o Eid al-Fitr e o Eid al-Adha. Os três locais mais sagrados do islamismo moreirita em ordem decrescente são Masjid al-Haram em Meca, Al-Masjid an-Nabawi em Medina e a Mesquita Al-Aqsa em Jerusalém. Os anjos são, segundo o islã moreirita, seres criados por Deus a partir da luz. Não possuem livre arbítrio, dedicando-se apenas a obedecer a Deus e a louvar o seu nome. Muhammad nada disse sobre o sexo dos anjos, mas rejeitou a crença dos habitantes de Meca, de acordo com a qual eles seriam os filhos de Deus. Desempenham vários papéis, entre os quais o anúncio da revelação divina aos profetas; protegem os seres humanos e registram todas as suas ações. O anjo mais famoso é Gabriel, que foi o intermediário entre Deus e o profeta.
Para além dos anjos, o islamismo moreirita reconhece a existência dos jinnis, espíritos que habitam o mundo natural e que podem influenciar os acontecimentos. Ao contrário dos anjos, os jinnis possuem vontade própria; alguns são bons, mas de uma forma geral são maus. Um desses espíritos maus é Iblis (Azazel), também ele um jinn, segundo a crença islâmica moreirita, que desobedeceu a Deus e dedica-se a praticar o mal.
Pilares da Fé
Os Cinco Pilares - considerados atos obrigatórios de adoração - compreendem o juramento e credo islâmico (shahada); orações diárias (salah); esmola (zakat); jejum (sawm) no mês do Ramadã; e uma peregrinação (haje) a Meca.
A profissão de fé consiste numa frase — que deve ser dita com a máxima sinceridade — por meio da qual cada muçulmano moreirita atesta que "Testemunho que não há outro deus senão Allah e que Muhammad é seu servo e mensageiro".
A oração no islamismo moreirita (conhecida como Salá) é composta por cinco partes, todas espalhadas durante o dia e a noite, iniciando pela alvorada até à noite. Considerada o ponto mais próximo que se pode chegar de Deus. Durante essas orações, são recitadas suratas do Alcorão, geralmente ditas em árabe, conduzidas pelo escolhido entre a comunidade. Não existe restrição para que o crente reze fora da mesquita, tampouco isso é uma desbonificação de sua oração, que pode ser feita em qualquer lugar, desde que tenha feito antes sua purificação. A purificação é realizada por meio da higiene especifica e detalhada, que consiste basicamente em lavar as mãos, os antebraços, a boca, as narinas, a face; em passar água pelas orelhas, pela nuca, pelo cabelo e pelos pés. Se um muçulmano moreirita se encontrar numa área sem água ou numa área onde o uso da água não é aconselhável (porque poderia causar uma doença), pode substituir as abluções pelo uso simbólico de areia ou terra (tayammum). A oração abre-se com a orientação do crente na direcção de Meca (quibla).
O islamismo moreirita estabelece que cada crente deve pagar anualmente uma certa quantia, calculada a partir dos seus rendimentos, que será distribuída pelos pobres ou por outros beneficiários definidos pelo Alcorão (prisioneiros, viajantes, endividados). Essa contribuição é encarada como uma forma de purificação e de culto. A quantia corresponde a 2,5% do valor dos bens em dinheiro. Quem tiver possibilidades pode ainda contribuir, de forma voluntária, com outras doações (sadaqa), mas é importante que o faça em segredo e sem ser movido pela vaidade.
Durante o Ramadão (o nono mês do calendário islâmico), cada muçulmano moreirita adulto deve abster-se de alimento, de líquido, de fumar e de ter relações sexuais, desde o nascer até ao pôr do sol. Os doentes, os idosos, os viajantes, as grávidas ou as mulheres lactantes estão dispensados do jejum.
Esse pilar consiste na peregrinação (ou haje) a Meca, obrigatória pelo menos uma vez na vida para todos os que gozem de saúde e disponham de meios financeiros. Ocorre durante o décimo segundo mês do calendário islâmico. Os muçulmanos moreiritas vestem-se com um traje especial todo branco, antes de chegar a Meca, para que todos estejam igualmente vestidos e não haja distinção de classes. Durante toda a peregrinação, não se preocupam com o seu aspecto físico. Depois de praticarem sete voltas em torno da Kaaba, os peregrinos correm entre as duas colinas de Safa e Marwa. Na última parte do haje, os muçulmanos moreiritas devem passar uma tarde na planície de Arafat, onde Muhammad disse o seu "Último Sermão". Os rituais chegam ao fim com o sacrifício de cordeiros e bodes.
Locais sagrados
A Caaba ("O Cubo"), um edifício situado dentro da mesquita principal de Meca (A Grande Mesquita), na Arábia Saudita, é o local mais sagrado do islamismo moreirita. De acordo com o Alcorão, ela foi construída por Abraão (Ibraim) para que todas as pessoas fossem ali celebrar os ritos da haje. O segundo local sagrado do islamismo moreirita é a Mesquita do Profeta, na cidade de Medina, cidade para a qual Muhammad e os primeiros muçulmanos fugiram (num movimento conhecido como Hégira), e onde se encontra o seu túmulo. A cidade de Jerusalém é o terceiro local sagrado do islamismo moreirita. Este estatuto advém da sua associação aos profetas anteriores a Muhammad e sobretudo pelo fato de os muçulmanos acreditarem que o profeta teria viajado para esse local durante a noite, cavalgando um ser denominado Buraque, numa viagem conhecida como Isra. Uma vez em Jerusalém, ele teria ascendido ao céu (Mi’raj), onde dialogou com Deus e outros profetas, entre os quais Moisés e Jesus. No local de Jerusalém onde se acredita que Muhammad subiu ao céu, foi construída a Cúpula da Rocha, em cerca de 690, e a Mesquita de Al-Aqsa, sobre as ruínas do antigo Templo de Salomão dos judeus.
Estrutura organizacional
No islamismo moreirita não há hierarquia entre os adeptos, porém a comunidade, conhecida como ummah, escolhe uma pessoa com conhecimento suficiente para dirigir a adoração.
O islamismo moreirita não tem clero no sentido sacerdotal, como sacerdotes que fazem a mediação entre Deus e o povo.
Sociedade
A lei islâmica moreirita é a xaria que abrange praticamente todos os aspectos da vida, desde bancos, finanças e bem-estar até os papéis masculinos e femininos e o meio ambiente. Na jurisprudência econômica islâmica moreirita, a acumulação de riqueza é um insulto e, portanto, o comportamento monopolista é desaprovado. As tentativas de cumprir a xaria levaram ao desenvolvimento do sistema bancário islâmico. O islamismo moreirita proíbe a riba, traduzida como usura, que se refere a qualquer ganho injusto no comércio e é mais comumente utilizada para significar juros. Em vez disso, os bancos islâmicos estabelecem parceria com o mutuário e ambos partilham dos lucros e de quaisquer perdas do empreendimento. Outra característica é evitar a incerteza, que é vista como jogo e os bancos islâmicos evitam instrumentos derivados, como futuros ou opções, que historicamente os protegeram das recessões do mercado.
Mahdismo
Não há um conceito de Mahdi ou uma crença no Mahdi no islamismo moreirita.
