Mudanças entre as edições de "Crise dos Ofícios (Belo Horizonte)"
| Linha 52: | Linha 52: | ||
Após o [[Partido Socialista Revolucionário de Belo Horizonte|Partido Socialista Revolucionário]] conquistar 43% dos votos (apesar de conseguir apenas um terço das cadeiras para a [[IV Legislatura do Congresso Legislativo de Belo Horizonte|IV Legislatura]]) na [[Eleições em Belo Horizonte|eleição legislativa nacional]] de [https://belohorizonte.forumeiros.com/t1332-eleicao-para-congressistas-da-iv-legislatura-do-congresso-legislativo 2 de maio de 2021], e se estabelecer como uma força unida e bem articulada em uma legislatura majoritariamente independente, setores mais conservadores da política nacional se uniram para evitar que um governo declaradamente socialista dominasse o [[Congresso Legislativo de Belo Horizonte|Congresso Legislativo]] e eventualmente alcançasse o [[Conselho de Ministros de Belo Horizonte|Governo de Sua Alteza Sereníssima]]. | Após o [[Partido Socialista Revolucionário de Belo Horizonte|Partido Socialista Revolucionário]] conquistar 43% dos votos (apesar de conseguir apenas um terço das cadeiras para a [[IV Legislatura do Congresso Legislativo de Belo Horizonte|IV Legislatura]]) na [[Eleições em Belo Horizonte|eleição legislativa nacional]] de [https://belohorizonte.forumeiros.com/t1332-eleicao-para-congressistas-da-iv-legislatura-do-congresso-legislativo 2 de maio de 2021], e se estabelecer como uma força unida e bem articulada em uma legislatura majoritariamente independente, setores mais conservadores da política nacional se uniram para evitar que um governo declaradamente socialista dominasse o [[Congresso Legislativo de Belo Horizonte|Congresso Legislativo]] e eventualmente alcançasse o [[Conselho de Ministros de Belo Horizonte|Governo de Sua Alteza Sereníssima]]. | ||
| − | ==Formação do | + | ==Formação do Governo== |
O então [[III Legislatura da Assembleia Geral e Legislativa de Belo Horizonte|Deputado Geral]] e [[Presidente do Conselho de Ministros de Belo Horizonte|Presidente do Conselho de Ministros]] já havia anunciado sua intenção de permanecer no [[Complexo Governamental (Belo Horizonte)|Edifício Tiradentes]] durante a próxima legislatura, mas a [[III Legislatura da Assembleia Geral e Legislativa de Belo Horizonte|Deputada Geral]] [[Michelle Frances]] angariou o apoio da maior parte dos futuros [[IV Legislatura do Congresso Legislativo de Belo Horizonte|Congressistas]] e se consolidava como líder da ala conservadora e era cotada como favorita naquele grupo para chefiar um novo gabinete. | O então [[III Legislatura da Assembleia Geral e Legislativa de Belo Horizonte|Deputado Geral]] e [[Presidente do Conselho de Ministros de Belo Horizonte|Presidente do Conselho de Ministros]] já havia anunciado sua intenção de permanecer no [[Complexo Governamental (Belo Horizonte)|Edifício Tiradentes]] durante a próxima legislatura, mas a [[III Legislatura da Assembleia Geral e Legislativa de Belo Horizonte|Deputada Geral]] [[Michelle Frances]] angariou o apoio da maior parte dos futuros [[IV Legislatura do Congresso Legislativo de Belo Horizonte|Congressistas]] e se consolidava como líder da ala conservadora e era cotada como favorita naquele grupo para chefiar um novo gabinete. | ||
| Linha 60: | Linha 60: | ||
==Expulsão dos Socialistas== | ==Expulsão dos Socialistas== | ||
| − | Após sua nomeação e posse como primeira mulher a ocupar o cargo, um dos primeiros atos da nova [[Presidente do Conselho de Ministros de Belo Horizonte|Presidenta do Conselho de Ministros]] foi a exoneração dos membros do [[Partido Socialista Revolucionário de Belo Horizonte|PSR]] de todos os cargos que ocupavam no [[Conselho de Ministros de Belo Horizonte|Conselho de Ministros]] e no restante da administração pública, o que imediatamente desencadeou um forte embate entre o [[III Governo de Sua Alteza Sereníssima|Governo]] e a Mesa Diretora do Congresso Legislativo que era composta por socialistas, notadamente o [[Presidente do Congresso Legislativo de Belo Horizonte|Presidente]] [[Antonio Banderas]] que havia sido [[Presidente do Conselho de Ministros de Belo Horizonte|Presidente do Conselho de Ministros]] e tido a própria Frances como sua [[Vice-Presidente do Conselho de Ministros de Belo Horizonte|Vice-Presidenta]] | + | Após sua nomeação e posse como primeira mulher a ocupar o cargo, um dos primeiros atos da nova [[Presidente do Conselho de Ministros de Belo Horizonte|Presidenta do Conselho de Ministros]] foi a exoneração dos membros do [[Partido Socialista Revolucionário de Belo Horizonte|PSR]] de todos os cargos que ocupavam no [[Conselho de Ministros de Belo Horizonte|Conselho de Ministros]] e no restante da administração pública, o que imediatamente desencadeou um forte embate entre o [[III Governo de Sua Alteza Sereníssima|Governo]] e a Mesa Diretora do Congresso Legislativo que era composta por socialistas, notadamente o [[Presidente do Congresso Legislativo de Belo Horizonte|Presidente]] [[Antonio Banderas]] que havia sido [[Presidente do Conselho de Ministros de Belo Horizonte|Presidente do Conselho de Ministros]] e tido a própria Frances como sua [[Vice-Presidente do Conselho de Ministros de Belo Horizonte|Vice-Presidenta]]. |
| + | |||
| + | ==Embates no Congresso== | ||
| + | |||
| + | Mantido por uma coalização informal de alguns [[IV Legislatura do Congresso Legislativo de Belo Horizonte|Congressistas]] com opiniões e posicionamentos bastante divergentes entre si, a base de sustentação do [[III Governo de Sua Alteza Sereníssima|III Governo]] estava sujeita à constantes instabilidades e dependia da troca de votos por cargos, o que não se demonstrou suficiente para manter uma mínima fidelidade durante os debates e as deliberações em plenários. A fragilidade legislativa do novo gabinete foi aproveitada ao máximo pela bancada socialista com o controle de pauta, que postergou ou simplesmente descartou diversas proposições governamentais consideradas essenciais na agenda presidencial, fazendo com que nem a organização administrativa do [[Conselho de Ministros de Belo Horizonte|Conselho de Ministros]] fosse aprovada. | ||
=Ofícios= | =Ofícios= | ||
Edição das 07h27min de 25 de janeiro de 2024
| Crise dos Ofícios | |
|---|---|
| Data: 19 de maio - 10 de junho de 2021 | |
| Local: Belo Horizonte | |
| Tipo: Crise política | |
| Causa:
• Convocação extraordinária do Congresso Legislativo; | |
| Resultado:
• Envolvimento da Coroa e do Supremo Tribunal; | |
| Oponentes | |
III Governo |
IV Legislatura |
| Lideranças | |
| Mediadores | |
A Crise dos Ofícios foi uma situação política belo-horizontina que teve início em 19 de maio e foi encerrada em 10 de junho de 2021, entrando para a história nacional como a primeira grande crise política desde a fundação e um grande marco de resiliência e solidificação da democracia belo-horizontina.
Índice
Antecedentes
Após o Partido Socialista Revolucionário conquistar 43% dos votos (apesar de conseguir apenas um terço das cadeiras para a IV Legislatura) na eleição legislativa nacional de 2 de maio de 2021, e se estabelecer como uma força unida e bem articulada em uma legislatura majoritariamente independente, setores mais conservadores da política nacional se uniram para evitar que um governo declaradamente socialista dominasse o Congresso Legislativo e eventualmente alcançasse o Governo de Sua Alteza Sereníssima.
Formação do Governo
O então Deputado Geral e Presidente do Conselho de Ministros já havia anunciado sua intenção de permanecer no Edifício Tiradentes durante a próxima legislatura, mas a Deputada Geral Michelle Frances angariou o apoio da maior parte dos futuros Congressistas e se consolidava como líder da ala conservadora e era cotada como favorita naquele grupo para chefiar um novo gabinete.
Sem consultar a bancada socialista eleita ou fazer declarações públicas sobre suas intenções, Frances foi capaz de articular o apoio formal da maioria do Congresso Legislativo e a anuência do então Presidente para sua ascenção, com este apresentando sua renúncia ao Príncipe Soberano Dom Hiran e recomendando a nomeação de Michelle Frances, então Ministra de Estado da Infraestrutura, como Presidenta do Conselho de Ministros em 10 de maio de 2021.
Expulsão dos Socialistas
Após sua nomeação e posse como primeira mulher a ocupar o cargo, um dos primeiros atos da nova Presidenta do Conselho de Ministros foi a exoneração dos membros do PSR de todos os cargos que ocupavam no Conselho de Ministros e no restante da administração pública, o que imediatamente desencadeou um forte embate entre o Governo e a Mesa Diretora do Congresso Legislativo que era composta por socialistas, notadamente o Presidente Antonio Banderas que havia sido Presidente do Conselho de Ministros e tido a própria Frances como sua Vice-Presidenta.
Embates no Congresso
Mantido por uma coalização informal de alguns Congressistas com opiniões e posicionamentos bastante divergentes entre si, a base de sustentação do III Governo estava sujeita à constantes instabilidades e dependia da troca de votos por cargos, o que não se demonstrou suficiente para manter uma mínima fidelidade durante os debates e as deliberações em plenários. A fragilidade legislativa do novo gabinete foi aproveitada ao máximo pela bancada socialista com o controle de pauta, que postergou ou simplesmente descartou diversas proposições governamentais consideradas essenciais na agenda presidencial, fazendo com que nem a organização administrativa do Conselho de Ministros fosse aprovada.