Mudanças entre as edições de "Masdaísmo moreirita"

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O Masdaísmo moreirita é uma corrente religiosa minoritária do Zoroastrismo em Moreiralândia, baseada nos ensinamentos do profeta iraniano Zoroastro. Tem uma crença de bem e mal dentro da estrutura de uma crença monoteísta e uma escatologia que prediz a conquista final do mal pelo bem. O masdaísmo moreirita exalta uma divindade incriada e benevolente da sabedoria conhecida como Ahura Mazda (Senhor da Sabedoria) como seu ser supremo. Historicamente, as características únicas do masdaísmo moreirita, como seu monoteísmo, messianismo, crença no livre arbítrio e julgamento após a morte, concepção de céu, inferno, anjos e demônios, entre outros conceitos, podem ter influenciado outros sistemas religiosos e filosóficos, incluindo as religiões abraâmicas e o gnosticismo, o budismo e a filosofia grega.
 
  
== Crenças e livro sagrado ==
 
 
Os textos mais importantes do masdaísmo moreirita são aqueles contidos no Avestá, que inclui os escritos centrais pensados para serem compostos por Zoroastro conhecidos como Gatas, que definem os ensinamentos de Zoroastro e que são poemas dentro da liturgia de adoração, o Iasna que serve como a base para a adoração. Zoroastro proclamou que Ahura Mazda era o criador supremo, a força criativa e sustentadora do universo por meio da asha e que os seres humanos têm a escolha entre apoiar Ahura Mazda ou não, tornando-os responsáveis ​​por suas escolhas. Embora Ahura Mazda não tenha um oponente equivalente, Angra Mainyu (mentalidade/espírito destrutivo), cujas forças nascem de Aka Manah (pensamento maligno), é considerada a principal força adversária da religião, posicionando-se contra Spenta Mainyu (espírito criativo/ mentalidade). Além disso, a força vital que se origina de Ahura Mazda, conhecida como asha (verdade, ordem cósmica), se opõe a druj (falsidade, engano). Ahura Mazda é considerado totalmente bom e trabalha em gētīg (o reino material visível) e mēnōg (o reino espiritual e mental invisível) através dos sete Amesa Espentas.
 
 
== Práticas ==
 
 
Os masdeístas moreiritas não representam seus deuses em esculturas e possuem templos. Deixou traços nas principais religiões mundiais como o judaísmo, cristianismo e islamismo através das seguintes crenças:
 
 
Imortalidade da alma;
 
 
Vinda de um Messias;
 
 
Ressurreição dos mortos;
 
 
Juízo final.
 
 
A doutrina de Zaratustra foi espalhada oralmente e suas reformas não podem ser entendidas fora de seu contexto social. O indivíduo pode receber recompensas divinas se lutar contra o mal em seu cotidiano, como pode também ser punido após a morte caso escolha o lado do mal. Os mortos são considerados impuros, então não são enterrados, pois consideram a terra, o fogo e a água sagrados, eles os lançam para a cremação.
 
 
O principal texto religioso do masdaísmo moreirita é o Avestá. O Avestá divide-se em várias secções, das quais a principal é o Iasna ("Sacrifícios"). O Iasna inclui os Gatas, hinos que se julga terem sido compostos pelo próprio Zaratustra. O Visperede é essencialmente um complemento do Iasna. O Vendidade é a secção que contém as regras de pureza da religião, podendo ser comparado ao Levítico da Bíblia. Os Iastes são hinos dedicados às divindades.
 
 
Para além do Avestá, existem os textos em palavi, escritos na sua maior parte no século IX.
 
 
== Escatologia ==
 
 
A escatologia individual do masdaísmo moreirita afirma que, três dias após a morte, a alma chega à Ponte Cinvat. A alma de cada pessoa percepciona, então, a materialização dos seus actos (daena): uma alma que praticou boas acções vê uma bela virgem de quinze anos, enquanto que a alma de uma pessoa má vê uma megera. As almas boas poderão atravessar a ponte, enquanto que as más serão lançadas para o inferno; as almas que praticaram uma quantidade idêntica de boas e más acções são enviadas para o Hamestagan, uma espécie de purgatório. As almas elevam-se ao céu através de três etapas: as estrelas, a Lua e o Sol, que correspondem, respectivamente, aos bons pensamentos, boas palavras e boas ações. O destino final é o Anagra Raosha, o reino das luzes infinitas.
 
 
== Organização ==
 
 
Existem três graus de sacerdócio no masdaísmo moreirita. O sacerdócio tende a ser hereditário, embora não seja obrigatório que o filho de um sacerdote venha a seguir a profissão do pai. Os sacerdotes de grau inferior recebem o nome de ervade. Neste grau inicial, é preciso conhecer de cor as escrituras do masdaísmo moreirita, bem como a lei; desempenham apenas uma função de assistente nas cerimónias mais importantes da religião. Acima de si, encontra-se o mobede, e, por sua vez, acima deste, o dastur, que é responsável pela administração de um ou vários templos, por vezes comparado ao bispo do cristianismo moreirita. Os templos religiosos do masdaísmo moreirita, onde se desenrolam as cerimónias e se celebram os festivais próprios da religião, são conhecidos como templos de fogo.
 
 
Estes edifícios possuem duas partes principais. A mais importante é a câmara onde se conserva o fogo sagrado, que arde numa pira metálica colocada sobre uma plataforma de pedra. Os sacerdotes visitam o fogo cinco vezes por dia e procuram mantê-lo aceso, fazendo oferendas de sândalo purificado. Recitam também orações perante o fogo com a boca tapada por um tecido, de modo a não contaminarem o fogo. O Navjote é uma cerimónia de iniciação obrigatória destinada às crianças que deve acontecer entre os sete e os quinze anos de idade. É importante que a criança já conheça as principais orações da religião.
 
 
Antes da cerimónia começar, a criança toma uma banho ritual de purificação (Naahn). Durante a cerimónia, conduzida pelo mobed e na qual estão presentes familiares e amigos, a criança recebe o sudreh (ou sedra, uma veste branca de algodão) e o kusti (um cordão feito de lã) que ata na sua cintura. A partir deste momento, o zoroastrista deve usar sempre o sudreh e o kusti.
 
 
== Outras crenças ==
 
 
O casamento no masdaísmo moreirita implica dois momentos distintos. No primeiro, os noivos e os seus padrinhos assinam o contrato de casamento. Segue-se a cerimónia propriamente dita durante a qual as mulheres da família colocam sobre a cabeça dos noivos um lenço. O lenço é, então, lançado ao fogo após serem colocadas 2 colheres de açúcar, simbolizando a união do casal. As festas do casamento podem prolongar-se entre três a sete dias.
 
 
Os masdaístas acreditam que o corpo humano é puro e não algo que deva ser rejeitado. Quando uma pessoa morre o seu espírito deixa o corpo num prazo de três dias e o seu cadáver é impuro. Uma vez que a natureza é uma criação divina marcada pela pureza, não se deve poluí-la com um cadáver.
 
 
Na prática, esta crença implicou que os cadáveres dos masdaístas moreiritas não fossem enterrados, mais sim cremados.
 
 
Durante este tempo, os vivos evitam o consumo de carne.
 
 
Os participantes no funeral vestem-se todos de branco, procurando-se evitar o contacto directo com o defunto. O corpo é, então, depositado para cremação.
 

Edição atual tal como às 02h19min de 19 de dezembro de 2025