Mudanças entre as edições de "História de Luméria"

De Micropedia
Ir para navegação Ir para pesquisar
(Criou página com 'Aqui estão os registros históricos lumerianos, os registros antes da unificação de Luméria e sua instituição como reino, foram descobertos por Vínicius, o Destemido em...')
 
 
(7 revisões intermediárias pelo mesmo usuário não estão sendo mostradas)
Linha 1: Linha 1:
Aqui estão os registros históricos lumerianos, os registros antes da unificação de Luméria e sua instituição como reino, foram descobertos por Vínicius, o Destemido em suas expedições pelas regiões ancestrais lumerianas Estes registros encontrados e traduzidos, narram em forma de crônica como os diversos povos que habitavam o território se uniram e apesar de todos os ocorridos se estabeleceram como um só povo e uma só nação.<br>
+
O Aqui estão os registros históricos lumerianos, os registros antes da unificação de Luméria e sua instituição como reino, foram descobertos por Vínicius, o Destemido em suas expedições pelas regiões ancestrais lumerianas Estes registros encontrados e traduzidos, narram em forma de crônica como os diversos povos que habitavam o território se uniram e apesar de todos os ocorridos se estabeleceram como um só povo e uma só nação.<br>
 
+
Todos esses registros se encontram em posse do Instituto de Patrimônio Histórico e Cultural de Luméria(IPHCL).<br>
 +
[https://micropedia.com.br/index.php/Patrim%C3%B4nio_hist%C3%B3rico_lumeriano Locais importantes e sagrados de Luméria]
 
==A Era das Tribos e o Nascimento do Saber==
 
==A Era das Tribos e o Nascimento do Saber==
  
Linha 8: Linha 9:
 
Os Mestres criaram as primeiras '''Casas do Saber''', pequenas construções circulares de pedra, iluminadas por cristais naturais. Nelas, não havia distinção entre mestres e aprendizes: todos ensinavam e aprendiam em igualdade.<br>
 
Os Mestres criaram as primeiras '''Casas do Saber''', pequenas construções circulares de pedra, iluminadas por cristais naturais. Nelas, não havia distinção entre mestres e aprendizes: todos ensinavam e aprendiam em igualdade.<br>
 
Desse modo, floresceu a filosofia lumérica: o conhecimento como bem coletivo, a mente como ferramenta de construção e o ensino como forma de liberdade.
 
Desse modo, floresceu a filosofia lumérica: o conhecimento como bem coletivo, a mente como ferramenta de construção e o ensino como forma de liberdade.
A maior entre eles foi '''Maria das Luzes''', uma mulher que dizia “''não existir escuridão onde há perguntas sinceras''”. Ela reunia as tribos sob as estrelas e ensinava a observar os astros, a compreender as estações e a transformar observação em sabedoria.<br>
+
A maior entre eles foi '''[[Maria_das_Luzes|Maria das Luzes]]''', uma mulher que dizia “''não existir escuridão onde há perguntas sinceras''”. Ela reunia as tribos sob as estrelas e ensinava a observar os astros, a compreender as estações e a transformar observação em sabedoria.<br>
 
Após sua morte, a lenda conta que um feixe de luz atravessou o céu, iluminando as montanhas onde mais tarde surgiria Messas — o coração do Reino.
 
Após sua morte, a lenda conta que um feixe de luz atravessou o céu, iluminando as montanhas onde mais tarde surgiria Messas — o coração do Reino.
 
O período dos Mestres do Pensamento é lembrado como o Nascimento da Mente Lumérica, e suas ideias formaram a base do que seria, séculos depois, o Reino de Luméria.<br>
 
O período dos Mestres do Pensamento é lembrado como o Nascimento da Mente Lumérica, e suas ideias formaram a base do que seria, séculos depois, o Reino de Luméria.<br>
Linha 26: Linha 27:
 
O Conselho de Messas marcou a transição entre as tribos autônomas e a formação do primeiro corpo político de Luméria.<br>
 
O Conselho de Messas marcou a transição entre as tribos autônomas e a formação do primeiro corpo político de Luméria.<br>
 
Seu legado permanece nas escolas e academias do Reino, que até hoje celebram o '''Dia da Mente Livre''', lembrando que o saber não deve ser imposto, mas compartilhado.<br>
 
Seu legado permanece nas escolas e academias do Reino, que até hoje celebram o '''Dia da Mente Livre''', lembrando que o saber não deve ser imposto, mas compartilhado.<br>
 +
 +
[[Arquivo:Cronica2-1.png|miniaturadaimagem|esquerda|O Grande Conselho de Messas realizado na Cúpula das Ideias.]]
 +
[[Arquivo:Cronica2-2.png|miniaturadaimagem|direita|Cartaz criticando o modelo do ensino regular.]]
 +
<br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br>
 +
 +
==A Fundação do Reino e o Nascimento da Unidade Lumérica==
 +
 +
Após o '''Grande Conselho de Messas''', Luméria entrou em uma nova era de esperança. As províncias, antes separadas por fronteiras e diferenças culturais, começavam a partilhar ideias, tecnologias e valores. No entanto, a paz era frágil — antigas rivalidades ainda ecoavam nas montanhas e vales.<br>
 +
Para garantir a união e estabelecer um princípio comum de convivência, os representantes das oito províncias reuniram-se novamente, desta vez no alto do '''Monte Aurélio''', local sagrado onde, segundo a tradição, Maria das Luzes proferira suas últimas palavras.<br>
 +
Durante quarenta dias, os luméricos debateram sobre como poderiam consolidar sua liberdade sem cair na desordem. A resposta veio em forma de um pacto — uma aliança entre a razão e o espírito — que se tornaria o documento fundador do Reino: ''o Pacto da Luz e da Mente''.<br><br>
 +
Este pacto definia três grandes princípios, que até hoje sustentam a identidade nacional:<br>
 +
1.'''A luz é o símbolo do conhecimento'''.<br>
 +
''Todo aprendizado deve iluminar, e nunca cegar''.<br>
 +
2.'''A mente é o instrumento da liberdade'''.<br>
 +
''Pensar é um direito, mas também um dever''.<br>
 +
3.'''A união é a chama eterna'''.<br>
 +
''Nenhum lumérico é completo sem o outro''.<br><br>
 +
A cerimônia de assinatura foi marcada por um fenômeno natural: ao pôr do sol, um raio de luz atravessou o véu de nuvens e iluminou o altar de pedra onde repousava o pergaminho do pacto. Naquele exato instante, uma flor magenta — a primeira '''Lysmeria''' — brotou entre as rochas.<br>
 +
Os sábios interpretaram o evento como um sinal divino da harmonia entre a '''luz''' (conhecimento) e a '''mente''' (sabedoria).<br>
 +
A partir desse momento, o Reino de Luméria foi oficialmente fundado, substituindo as antigas tribos autônomas por uma nação unificada sob uma bandeira e um ideal comum: o saber como pilar da existência.<br>
 +
O '''Pacto da Luz e da Mente''' deu início ao Calendário Lumeriano e à ''Era da Unidade'', registrando o ''primeiro ano da história moderna'' do Reino.<br>
 +
Desde então, o texto do pacto é recitado em cerimônias escolares e governamentais, lembrando a todos que “''nenhum progresso é verdadeiro se não nasce do equilíbrio entre razão e compaixão''”.<br>
 +
 +
[[Arquivo:Cronica3-1.png|miniaturadaimagem|esquerda|Pintura simbolizando o pacto da luz e da mente. Onde as moças representam as musas inspiradoras das artes e as ideias. Ao centro elas seguram o pacto e a primeira Lysmeria simbolizando o nascimento de uma nova era.]]
 +
[[Arquivo:Cronica3-2.png|miniaturadaimagem|direita|Assinatura do pacto pelos líderes da cada tribo de Luméria.]]
 +
<br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br>
 +
 +
==A Consolidação da Monarquia Parlamentarista e o Nascimento da Ordem Civil de Luméria==
 +
Com a assinatura do '''Pacto da Luz e da Mente''', Luméria tornou-se uma nação unificada em propósito, mas ainda fragmentada em identidade. As antigas rivalidades entre províncias ameaçavam reacender, e a falta de uma autoridade central tornava difícil manter a harmonia.
 +
Foi então que surgiu uma figura decisiva: '''Wilson I''', erudito, historiador, pesquisador e geógrafo. Conhecido por seus estudos sobre os territórios luméricos e pela catalogação dos primeiros mapas do reino, ele foi escolhido por aclamação no '''Monte Aurélio''' como o '''primeiro Rei de Luméria'''.
 +
'''Wilson I''' acreditava que o poder real deveria servir à mente e não o contrário. Em seu discurso de coroação, declarou:
 +
“''O trono é apenas uma mesa mais alta, e o rei, o primeiro a servir''.”
 +
Para garantir que cada província tivesse voz nas decisões do novo reino, o monarca instituiu o '''Conselho das Províncias''', instalado na capital Mesal, no monumental '''Palácio da Mente Clara'''.
 +
Ali, oito representantes — um de cada província — passaram a deliberar sobre as leis e políticas do Estado. Nenhum voto tinha peso superior; nenhuma província possuía privilégio. Assim nasceu o sistema parlamentar lumérico, que unia monarquia e democracia sob a égide do saber.
 +
Entre os conselheiros estava também '''Vinícius, o Destemido''', general e protetor do reino, responsável por manter a integridade das fronteiras e liderar as primeiras Forças Luméricas de Defesa Nacional. Sua lealdade a '''Wilson I''' garantiu que a diplomacia e a força caminhassem lado a lado durante a consolidação do governo.
 +
Durante o reinado de '''Wilson I''', dois eventos marcaram profundamente a história lumérica:
 +
===A Carta de Mesal===
 +
Documento fundador do governo civil lumérico, redigido no primeiro ano de seu reinado. A carta estabeleceu o princípio da ''Soberania Compartilhada'', determinando que o Rei governaria em conjunto com o Conselho, e que o poder supremo pertencia à sabedoria do povo.
 +
Foi a partir desse texto que Luméria se tornou oficialmente uma Monarquia Parlamentarista da Luz.
 +
====Documento completo====
 +
'''Preâmbulo'''<br><br>
 +
Nós, representantes das províncias unidas de Luméria, reunidos na sagrada cidade de Mesal, sob o olhar do Sol e da Mente, proclamamos esta Carta de Luz e Razão para guiar as futuras gerações do Reino.
 +
Que ela seja o farol dos governantes, o juramento dos mestres e o alicerce da harmonia entre os povos luméricos.
 +
Sob uma só bandeira e uma só chama, declaramos os princípios eternos do Reino de Luméria.
 +
'''DOS PILARES DE MESAL'''
 +
 +
''Artigo I – Da Luz e da Razão''
 +
 +
Toda decisão, individual ou coletiva, deve nascer do conhecimento, da reflexão e do diálogo.
 +
A ignorância é a única escuridão que ameaça a soberania da mente.
 +
Ensinar é iluminar; aprender é libertar.
 +
 +
''Artigo II – Da União das Províncias''
 +
 +
As sete províncias são irmãs sob o mesmo céu e filhas do mesmo sol.
 +
Nenhuma província deverá se erguer sobre as outras, e nenhuma voz será silenciada.
 +
Que a harmonia seja a fortaleza de nosso Reino.
 +
 +
''Artigo III – Da Educação como Nobreza''
 +
 +
O saber é o título de maior honra concedido a um cidadão lumérico.
 +
O verdadeiro trono é o do conhecimento, e todo mestre é um guardião do futuro.
 +
Aquele que ensina, reina; aquele que aprende, perpetua o Reino.
 +
 +
''Artigo IV – Da Natureza e da Harmonia''
 +
 +
As águas, os ventos e as terras de Luméria são dons sagrados.
 +
Nenhum homem poderá explorar sem pensar, nem criar sem respeitar.
 +
A ciência deve servir à vida, e não o contrário.
 +
Toda árvore e todo rio são súditos do mesmo sol.
 +
 +
''Artigo V – Da Honra e do Serviço''
 +
 +
Servir à coletividade é o mais elevado ato de nobreza.
 +
O poder não é privilégio, mas dever; não é glória, mas responsabilidade.
 +
A justiça deve ser firme, mas nunca cruel.
 +
A força deve ser usada apenas para proteger, jamais para dominar.
 +
 +
'''DO PACTO MORAL'''
 +
 +
Declaramos que a verdadeira grandeza de Luméria não reside em suas fronteiras, mas em sua sabedoria.
 +
Que o Reino prospere enquanto houver mestres que ensinem, alunos que questionem e líderes que escutem.
 +
 +
“Que cada mente seja um farol,
 +
e cada palavra, um rio que conduz à sabedoria.
 +
Que o conhecimento una o que a distância separa,
 +
e que, sob o sol de Luméria, nenhum espírito caminhe em sombras.”<br>
 +
— Da Primeira Redação da Carta de Mesal, 12º Ano da Unificação.
 +
 +
'''DA RATIFICAÇÃO'''
 +
 +
Redigida, selada e proclamada em Mesal, capital do Reino de Luméria,
 +
no 12º Ano da Unificação, sob o reinado de Wilson I, o Historiador,
 +
com a presença e conselho de Vinícius, o Destemido, e dos representantes das sete províncias luméricas.
 +
===A Anexação dos Exclaves===
 +
Ainda nos primeiros anos do governo de Wilson I, o Reino enfrentou tensões diplomáticas nas fronteiras. As terras conhecidas como '''Arkan''' (o Banheiro Masculino) e '''Lysmeria''' (o Banheiro Feminino) estavam isoladas, mantidas por comunidades independentes.
 +
Com a mediação de '''Vinícius, o Destemido''', e o apoio do Conselho, ambos os territórios foram pacificamente incorporados ao Reino, tornando-se exclaves luméricos reconhecidos pelo '''Tratado das Águas Internas'''.
 +
Essas regiões, consideradas sagradas por sua função social e cultural, receberam bandeiras próprias e estatuto especial de autonomia simbólica, reforçando o ideal lumérico de pluralidade e unidade.
 +
O Conselho das Províncias, sob o comando sábio de '''Wilson I''', transformou Luméria em uma nação de ordem, diálogo e conhecimento.
 +
Com ele nasceu uma nova era — '''a Era da Governança Luminosa''' — que legou às gerações futuras o princípio máximo de toda a política lumérica:
 +
“''Governar é iluminar, e iluminar é compreender''.”
 +
====Tratado das Águas Internas====
 +
Antes do conflito que geraria da '''Guerra das Lousas''', Luméria estava alcançando a unificação sob o reinado de ''Wilson I, o Historiador'', e o conselho de sábios liderado por ''Vinícius, o Destemido.'' Contudo, a estabilidade recém-conquistada foi ameaçada por um novo desafio: a disputa pelas fontes e rios subterrâneos que cortavam várias províncias — especialmente Messas, Borsas e Lumério.<br>
 +
Esses cursos d’água eram essenciais não apenas para a agricultura e o abastecimento, mas também para o funcionamento dos centros de energia natural, que dependiam do fluxo constante das correntes subterrâneas para manter o equilíbrio climático e o fornecimento de energia às cidades luméricas.<br>
 +
=====A Crise das Correntes=====
 +
Durante os primeiros anos do reinado, cada província tentou controlar suas próprias águas internas, desviando cursos e represando rios locais. Isso gerou um desequilíbrio ambiental sem precedentes:<br>
 +
'''Borsas''' enfrentou estiagens severas, '''Televi''' viu suas nascentes desaparecerem e '''Messas''', centro político do reino, sofreu com enchentes e inundações de difícil controle.<br>
 +
Com a tensão aumentando e os governadores provinciais em desacordo, '''Wilson I''' convocou o Conselho das Províncias para uma reunião emergencial na capital, Mesal, a fim de evitar que a disputa se transformasse em uma nova guerra civil.<br>
 +
=====O Acordo=====
 +
Após semanas de negociações mediadas por '''Vinícius, o Destemido''', foi redigido o '''Tratado das Águas Internas de Luméria''', documento que estabeleceu:<br>
 +
O reconhecimento das águas subterrâneas e superficiais como patrimônio comum do Reino de Luméria.<br>
 +
A criação da '''Guarda Hídrica Nacional''', braço civil da Força Nacional responsável pela vigilância e preservação dos recursos hídricos.<br>
 +
O princípio da partilha equitativa, garantindo que cada província recebesse água conforme suas necessidades populacionais e ecológicas.<br>
 +
A proibição de represamento unilateral, evitando qualquer tentativa de monopólio hídrico.<br>
 +
A instituição da ''Semana das Águas'', celebração anual dedicada à educação ambiental e à renovação simbólica do pacto entre as províncias.<br>
 +
=====Consequências e Legado=====
 +
O '''Tratado das Águas Internas''' transformou-se em um dos maiores símbolos de unidade do reino.<br>
 +
Ele deu origem ao lema ''“Das fontes nasce o povo, e do povo, o rio da nação”'', inscrito nas margens dos edifícios administrativos de Messas.<br>
 +
A assinatura do tratado também consolidou a imagem do rei Wilson I como pacificador e ecologista, e fortaleceu o papel de Luméria como exemplo diplomático entre as micronações escolares, sendo posteriormente reconhecido por outras entidades fictícias vizinhas.<br>
 +
 +
[[Arquivo:Vínicius, o destemido.png|miniaturadaimagem|esquerda|Vínicius, o Destemido. Explorador, geógrafo e historiador de Luméria, traduziu e juntou os antigos escritos que contam a história de Luméria, também explorou e mapeou todo o território, documentando a fauna e a flora.]]
 +
[[Arquivo:Wilson.png|miniaturadaimagem|direita|Rei Wilson I, governante de Luméria.]]
 +
[[Arquivo:Conselho das províncias.png|miniaturadaimagem|direita|Reunião do conselho das províncias na futura capital Mesal, onde os rumos da atual Luméria foram definidos.]]
 +
[[Arquivo:Tratado das águas internas.png|miniaturadaimagem|esquerda|Assinatura do tratado das águas internas.]]
 +
<br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br>
 +
==A Guerra das Lousas==
 +
O reinado de '''Wilson I''', o Historiador, foi um período de grande prosperidade intelectual em Luméria. Sob sua liderança, as províncias floresceram em arte, ciência e filosofia. O conhecimento era o bem mais precioso da nação. No entanto, o mesmo ideal que unira o Reino seria também a causa de sua maior crise: a Guerra das Lousas.<br>
 +
O conflito teve origem nas escolas e nas C''asas do Saber'', quando mestres começaram a divergir sobre o papel da educação no novo reino.
 +
Um grupo de professores defendia que o ensino deveria seguir métodos fixos, provas padronizadas e currículos únicos — acreditavam que apenas a ordem garantiria o progresso.Outro grupo, formado por artistas, inventores e filósofos, defendia que o saber devia ser livre, criativo e experimental, pois toda mente possuía um ritmo e um brilho próprios.<br>
 +
Com o tempo, a divergência se espalhou pelas províncias. Em ''Armários'', escolas foram fechadas; em ''Lumério'', as lousas foram pintadas com cores vivas em protesto; em ''Messas'', debates fervorosos tomaram as praças.<br>
 +
O Reino mergulhou em discórdia: os conselheiros se dividiram, e as '''Lousas Negras''' tornaram-se símbolo da rigidez, enquanto as '''Lousas Coloridas''' representavam a liberdade de pensamento.<br>
 +
Durante esse período, '''Vinícius, o Destemido''', conselheiro real e cronista, percorreu as províncias registrando cada evento, temendo que o Reino esquecesse as lições da união.<br>
 +
Em seus diários — hoje preservados no Museu das Luzes —, escreveu:<br>
 +
“''O conhecimento não é trincheira, mas ponte. A lousa deve unir, não dividir''.”<br>
 +
Diante do caos crescente, '''Wilson I''' convocou o '''Grande Sínodo de Mesal''', reunindo mestres e conselheiros no Palácio da Mente Clara. Lá, após longas deliberações, o rei proferiu o decreto que encerraria o conflito:<br>
 +
''“Toda lousa será negra no início do ensino,mas colorida pelo toque da mente criadora.”''<br>
 +
Com o Decreto das Lousas Coloridas, a paz retornou. O documento estabeleceu oficialmente o Sistema Educacional Lumeriano, que combinava estrutura e liberdade — o método que perdura até hoje.<br>
 +
A '''Guerra das Lousas''' foi o primeiro conflito interno do Reino e o último a ser resolvido sem violência. Ela ensinou aos luméricos que a diversidade de ideias não é uma ameaça, mas a base da verdadeira sabedoria.<br>
 +
Por ordem do Rei, '''Vinícius, o Destemido''', registrou toda a guerra em pergaminhos, ilustrando os eventos com mapas e símbolos das províncias envolvidas.
 +
Esses registros tornaram-se o '''Códice das Lousas''', considerado uma das maiores relíquias da história lumérica.<br>
 +
 +
==O Festival das Luzes==
 +
 +
Com o fim dos conflitos e a consolidação da paz, '''Luméria''' instituiu o '''Festival das Luzes''', uma celebração anual que marca a união entre as províncias e homenageia a fundação do Reino.<br>
 +
Realizado todo ''15 de agosto'', data do florescimento das '''Lysmerias''', o festival reúne desfiles, exposições científicas e apresentações artísticas.<br>
 +
Lanternas douradas são acesas nas praças, e em cada casa é colocada uma vela magenta, representando o compromisso de manter viva a chama do conhecimento.<br>
 +
Durante o evento, a imagem simbólica de '''Santa Maria de Luméria''' é levada pelas ruas de '''Messas''' — não como figura religiosa, mas como símbolo do saber, da bondade e da luz.<br>
 +
O festival encerra-se com o '''Juramento das Mentes Livres''', quando professores e alunos renovam o voto de usar o conhecimento em prol do bem comum.<br>
 +
O '''Festival das Luzes''' é considerado o ápice da identidade lumérica, celebrando a harmonia entre mente, arte e razão — o verdadeiro espírito da nação.<br>
 +
 +
===Juramento das  mentes livres===
 +
Proclamado pela primeira vez no '''5º Festival das Luzes''', em Mesal<br>
 +
Sob o reinado de Sua '''Majestade Wilson I, o Historiador'''<br>
 +
 +
“Diante da chama do saber e sob a bandeira de Luméria, eu ergo minha voz como mente livre.<br>
 +
 +
Juro que o pensamento será minha espada,<br>
 +
a razão, meu escudo,<br>
 +
e o diálogo, meu caminho.<br>
 +
 +
Não temerei a dúvida, pois dela nasce a descoberta.<br>
 +
Não seguirei o silêncio, pois nele morre a verdade.<br>
 +
 +
Que nenhuma corrente me prenda à ignorância,<br>
 +
que nenhum poder me cegue diante da sabedoria.<br>
 +
 +
Buscarei a luz nas palavras,<br>
 +
e a verdade nos atos.<br>
 +
 +
Honrarei os mestres que me antecederam<br>
 +
e ensinarei aos que virão,<br>
 +
pois cada mente é um farol,<br>
 +
e toda ideia, uma semente.<br>
 +
 +
Assim prometo,<br>
 +
perante o Reino da Luz e da Razão,<br>
 +
ser livre em mente, nobre em espírito e justo em coração.”<br>
 +
 +
==Síntese histórica==
 +
{| class="wikitable"
 +
|-
 +
! Era !! Evento central !! Característica
 +
|-
 +
| Era tribal || As sete tribos independentes || Cultura oral e respeito ao saber
 +
|-
 +
| Conselho de Messas || União das tribos || Resistência à padronização
 +
|-
 +
| Fundação do Reino ||Pacto da Luz e da Mente || Criação de Luméria
 +
|-
 +
| Era das Províncias || Desenvolvimento cultural e científico || Expansão e prosperidade
 +
|-
 +
| Guerra das Lousas || Conflito com a Secretaria || Afirmação da soberania
 +
|-
 +
| Era Contemporânea || Estado laico e tecnológico || Consolidação institucional
 +
|}

Edição atual tal como às 14h08min de 28 de outubro de 2025

O Aqui estão os registros históricos lumerianos, os registros antes da unificação de Luméria e sua instituição como reino, foram descobertos por Vínicius, o Destemido em suas expedições pelas regiões ancestrais lumerianas Estes registros encontrados e traduzidos, narram em forma de crônica como os diversos povos que habitavam o território se uniram e apesar de todos os ocorridos se estabeleceram como um só povo e uma só nação.
Todos esses registros se encontram em posse do Instituto de Patrimônio Histórico e Cultural de Luméria(IPHCL).
Locais importantes e sagrados de Luméria

A Era das Tribos e o Nascimento do Saber

Antes da aurora de Luméria, quando o território ainda era apenas um mosaico de pequenas aldeias e clãs dispersos, vivia-se um tempo de isolamento e mistério. As tribos habitavam vales, montanhas e planícies, cada uma dedicada a uma arte: uns dominavam o fogo e o metal, outros as plantas e as estrelas, outros ainda se dedicavam à escuta da terra e do vento.
Esses povos não possuíam reis nem fronteiras — apenas o desejo comum de compreender o mundo. E foi dessa curiosidade que surgiram os Mestres do Pensamento, um grupo de sábios viajantes que percorriam as tribos, recolhendo o que cada povo sabia e transmitindo o que cada um podia aprender.
Os Mestres criaram as primeiras Casas do Saber, pequenas construções circulares de pedra, iluminadas por cristais naturais. Nelas, não havia distinção entre mestres e aprendizes: todos ensinavam e aprendiam em igualdade.
Desse modo, floresceu a filosofia lumérica: o conhecimento como bem coletivo, a mente como ferramenta de construção e o ensino como forma de liberdade. A maior entre eles foi Maria das Luzes, uma mulher que dizia “não existir escuridão onde há perguntas sinceras”. Ela reunia as tribos sob as estrelas e ensinava a observar os astros, a compreender as estações e a transformar observação em sabedoria.
Após sua morte, a lenda conta que um feixe de luz atravessou o céu, iluminando as montanhas onde mais tarde surgiria Messas — o coração do Reino. O período dos Mestres do Pensamento é lembrado como o Nascimento da Mente Lumérica, e suas ideias formaram a base do que seria, séculos depois, o Reino de Luméria.

Pintura retratando Maria das Luzes e os altos sábios, no alvorecer das eras.
A casa do saber e o nascimento da mente lumérica.


























A Defesa da Autonomia Intelectual e o Nascimento da Identidade Lumérica

Com o passar das eras, as tribos luméricas floresceram em conhecimento. As antigas Casas do Saber multiplicaram-se e tornaram-se centros de convivência e estudo. No entanto, a fama das suas práticas chegou além das fronteiras.
De terras distantes, chegou uma nova doutrina — o Ensino Regular — trazida por embaixadores que pregavam um modelo único de educação, rígido e uniforme, no qual todos deveriam aprender da mesma forma, no mesmo ritmo e sob as mesmas leis.
A princípio, os luméricos receberam essas ideias com curiosidade, acreditando que poderiam aprender com elas. Mas, em pouco tempo, perceberam que o novo método ameaçava aquilo que era mais sagrado para o povo: a liberdade de aprender pela descoberta.
As províncias começaram a sofrer pressões externas. Em Armários, escolas foram forçadas a adotar livros estrangeiros. Em Lumério, artistas e inventores tiveram suas obras censuradas por não seguirem “padrões adequados”. E em Messas, o coração do saber lumérico, os debates tornaram-se acalorados — uns defendendo a padronização, outros clamando pela liberdade.
Temendo a perda da identidade e da autonomia, os líderes das oito províncias reuniram-se na cidade de Messas, sob o grande auditório da Cúpula das Ideias, para realizar o Grande Conselho de Messas — o primeiro encontro unificado da história lumérica.
Durante sete dias e sete noites, mestres, sábios e governantes discutiram. No oitavo dia, por unanimidade, aprovaram o Tratado da Mente Livre, um documento que estabelecia o direito de cada cidadão lumérico de aprender conforme sua curiosidade, suas capacidades e seus talentos.
Foi nesse momento que nasceu o princípio da Soberania Educacional de Luméria, consagrado na frase histórica:
Nenhuma mente será forçada a aprender o que não compreende.”
O Conselho de Messas marcou a transição entre as tribos autônomas e a formação do primeiro corpo político de Luméria.
Seu legado permanece nas escolas e academias do Reino, que até hoje celebram o Dia da Mente Livre, lembrando que o saber não deve ser imposto, mas compartilhado.

O Grande Conselho de Messas realizado na Cúpula das Ideias.
Cartaz criticando o modelo do ensino regular.


























A Fundação do Reino e o Nascimento da Unidade Lumérica

Após o Grande Conselho de Messas, Luméria entrou em uma nova era de esperança. As províncias, antes separadas por fronteiras e diferenças culturais, começavam a partilhar ideias, tecnologias e valores. No entanto, a paz era frágil — antigas rivalidades ainda ecoavam nas montanhas e vales.
Para garantir a união e estabelecer um princípio comum de convivência, os representantes das oito províncias reuniram-se novamente, desta vez no alto do Monte Aurélio, local sagrado onde, segundo a tradição, Maria das Luzes proferira suas últimas palavras.
Durante quarenta dias, os luméricos debateram sobre como poderiam consolidar sua liberdade sem cair na desordem. A resposta veio em forma de um pacto — uma aliança entre a razão e o espírito — que se tornaria o documento fundador do Reino: o Pacto da Luz e da Mente.

Este pacto definia três grandes princípios, que até hoje sustentam a identidade nacional:
1.A luz é o símbolo do conhecimento.
Todo aprendizado deve iluminar, e nunca cegar.
2.A mente é o instrumento da liberdade.
Pensar é um direito, mas também um dever.
3.A união é a chama eterna.
Nenhum lumérico é completo sem o outro.

A cerimônia de assinatura foi marcada por um fenômeno natural: ao pôr do sol, um raio de luz atravessou o véu de nuvens e iluminou o altar de pedra onde repousava o pergaminho do pacto. Naquele exato instante, uma flor magenta — a primeira Lysmeria — brotou entre as rochas.
Os sábios interpretaram o evento como um sinal divino da harmonia entre a luz (conhecimento) e a mente (sabedoria).
A partir desse momento, o Reino de Luméria foi oficialmente fundado, substituindo as antigas tribos autônomas por uma nação unificada sob uma bandeira e um ideal comum: o saber como pilar da existência.
O Pacto da Luz e da Mente deu início ao Calendário Lumeriano e à Era da Unidade, registrando o primeiro ano da história moderna do Reino.
Desde então, o texto do pacto é recitado em cerimônias escolares e governamentais, lembrando a todos que “nenhum progresso é verdadeiro se não nasce do equilíbrio entre razão e compaixão”.

Pintura simbolizando o pacto da luz e da mente. Onde as moças representam as musas inspiradoras das artes e as ideias. Ao centro elas seguram o pacto e a primeira Lysmeria simbolizando o nascimento de uma nova era.
Assinatura do pacto pelos líderes da cada tribo de Luméria.



























A Consolidação da Monarquia Parlamentarista e o Nascimento da Ordem Civil de Luméria

Com a assinatura do Pacto da Luz e da Mente, Luméria tornou-se uma nação unificada em propósito, mas ainda fragmentada em identidade. As antigas rivalidades entre províncias ameaçavam reacender, e a falta de uma autoridade central tornava difícil manter a harmonia. Foi então que surgiu uma figura decisiva: Wilson I, erudito, historiador, pesquisador e geógrafo. Conhecido por seus estudos sobre os territórios luméricos e pela catalogação dos primeiros mapas do reino, ele foi escolhido por aclamação no Monte Aurélio como o primeiro Rei de Luméria. Wilson I acreditava que o poder real deveria servir à mente e não o contrário. Em seu discurso de coroação, declarou: “O trono é apenas uma mesa mais alta, e o rei, o primeiro a servir.” Para garantir que cada província tivesse voz nas decisões do novo reino, o monarca instituiu o Conselho das Províncias, instalado na capital Mesal, no monumental Palácio da Mente Clara. Ali, oito representantes — um de cada província — passaram a deliberar sobre as leis e políticas do Estado. Nenhum voto tinha peso superior; nenhuma província possuía privilégio. Assim nasceu o sistema parlamentar lumérico, que unia monarquia e democracia sob a égide do saber. Entre os conselheiros estava também Vinícius, o Destemido, general e protetor do reino, responsável por manter a integridade das fronteiras e liderar as primeiras Forças Luméricas de Defesa Nacional. Sua lealdade a Wilson I garantiu que a diplomacia e a força caminhassem lado a lado durante a consolidação do governo. Durante o reinado de Wilson I, dois eventos marcaram profundamente a história lumérica:

A Carta de Mesal

Documento fundador do governo civil lumérico, redigido no primeiro ano de seu reinado. A carta estabeleceu o princípio da Soberania Compartilhada, determinando que o Rei governaria em conjunto com o Conselho, e que o poder supremo pertencia à sabedoria do povo. Foi a partir desse texto que Luméria se tornou oficialmente uma Monarquia Parlamentarista da Luz.

Documento completo

Preâmbulo

Nós, representantes das províncias unidas de Luméria, reunidos na sagrada cidade de Mesal, sob o olhar do Sol e da Mente, proclamamos esta Carta de Luz e Razão para guiar as futuras gerações do Reino. Que ela seja o farol dos governantes, o juramento dos mestres e o alicerce da harmonia entre os povos luméricos. Sob uma só bandeira e uma só chama, declaramos os princípios eternos do Reino de Luméria. DOS PILARES DE MESAL

Artigo I – Da Luz e da Razão

Toda decisão, individual ou coletiva, deve nascer do conhecimento, da reflexão e do diálogo. A ignorância é a única escuridão que ameaça a soberania da mente. Ensinar é iluminar; aprender é libertar.

Artigo II – Da União das Províncias

As sete províncias são irmãs sob o mesmo céu e filhas do mesmo sol. Nenhuma província deverá se erguer sobre as outras, e nenhuma voz será silenciada. Que a harmonia seja a fortaleza de nosso Reino.

Artigo III – Da Educação como Nobreza

O saber é o título de maior honra concedido a um cidadão lumérico. O verdadeiro trono é o do conhecimento, e todo mestre é um guardião do futuro. Aquele que ensina, reina; aquele que aprende, perpetua o Reino.

Artigo IV – Da Natureza e da Harmonia

As águas, os ventos e as terras de Luméria são dons sagrados. Nenhum homem poderá explorar sem pensar, nem criar sem respeitar. A ciência deve servir à vida, e não o contrário. Toda árvore e todo rio são súditos do mesmo sol.

Artigo V – Da Honra e do Serviço

Servir à coletividade é o mais elevado ato de nobreza. O poder não é privilégio, mas dever; não é glória, mas responsabilidade. A justiça deve ser firme, mas nunca cruel. A força deve ser usada apenas para proteger, jamais para dominar.

DO PACTO MORAL

Declaramos que a verdadeira grandeza de Luméria não reside em suas fronteiras, mas em sua sabedoria. Que o Reino prospere enquanto houver mestres que ensinem, alunos que questionem e líderes que escutem.

“Que cada mente seja um farol, e cada palavra, um rio que conduz à sabedoria. Que o conhecimento una o que a distância separa, e que, sob o sol de Luméria, nenhum espírito caminhe em sombras.”
— Da Primeira Redação da Carta de Mesal, 12º Ano da Unificação.

DA RATIFICAÇÃO

Redigida, selada e proclamada em Mesal, capital do Reino de Luméria, no 12º Ano da Unificação, sob o reinado de Wilson I, o Historiador, com a presença e conselho de Vinícius, o Destemido, e dos representantes das sete províncias luméricas.

A Anexação dos Exclaves

Ainda nos primeiros anos do governo de Wilson I, o Reino enfrentou tensões diplomáticas nas fronteiras. As terras conhecidas como Arkan (o Banheiro Masculino) e Lysmeria (o Banheiro Feminino) estavam isoladas, mantidas por comunidades independentes. Com a mediação de Vinícius, o Destemido, e o apoio do Conselho, ambos os territórios foram pacificamente incorporados ao Reino, tornando-se exclaves luméricos reconhecidos pelo Tratado das Águas Internas. Essas regiões, consideradas sagradas por sua função social e cultural, receberam bandeiras próprias e estatuto especial de autonomia simbólica, reforçando o ideal lumérico de pluralidade e unidade. O Conselho das Províncias, sob o comando sábio de Wilson I, transformou Luméria em uma nação de ordem, diálogo e conhecimento. Com ele nasceu uma nova era — a Era da Governança Luminosa — que legou às gerações futuras o princípio máximo de toda a política lumérica: “Governar é iluminar, e iluminar é compreender.”

Tratado das Águas Internas

Antes do conflito que geraria da Guerra das Lousas, Luméria estava alcançando a unificação sob o reinado de Wilson I, o Historiador, e o conselho de sábios liderado por Vinícius, o Destemido. Contudo, a estabilidade recém-conquistada foi ameaçada por um novo desafio: a disputa pelas fontes e rios subterrâneos que cortavam várias províncias — especialmente Messas, Borsas e Lumério.
Esses cursos d’água eram essenciais não apenas para a agricultura e o abastecimento, mas também para o funcionamento dos centros de energia natural, que dependiam do fluxo constante das correntes subterrâneas para manter o equilíbrio climático e o fornecimento de energia às cidades luméricas.

A Crise das Correntes

Durante os primeiros anos do reinado, cada província tentou controlar suas próprias águas internas, desviando cursos e represando rios locais. Isso gerou um desequilíbrio ambiental sem precedentes:
Borsas enfrentou estiagens severas, Televi viu suas nascentes desaparecerem e Messas, centro político do reino, sofreu com enchentes e inundações de difícil controle.
Com a tensão aumentando e os governadores provinciais em desacordo, Wilson I convocou o Conselho das Províncias para uma reunião emergencial na capital, Mesal, a fim de evitar que a disputa se transformasse em uma nova guerra civil.

O Acordo

Após semanas de negociações mediadas por Vinícius, o Destemido, foi redigido o Tratado das Águas Internas de Luméria, documento que estabeleceu:
O reconhecimento das águas subterrâneas e superficiais como patrimônio comum do Reino de Luméria.
A criação da Guarda Hídrica Nacional, braço civil da Força Nacional responsável pela vigilância e preservação dos recursos hídricos.
O princípio da partilha equitativa, garantindo que cada província recebesse água conforme suas necessidades populacionais e ecológicas.
A proibição de represamento unilateral, evitando qualquer tentativa de monopólio hídrico.
A instituição da Semana das Águas, celebração anual dedicada à educação ambiental e à renovação simbólica do pacto entre as províncias.

Consequências e Legado

O Tratado das Águas Internas transformou-se em um dos maiores símbolos de unidade do reino.
Ele deu origem ao lema “Das fontes nasce o povo, e do povo, o rio da nação”, inscrito nas margens dos edifícios administrativos de Messas.
A assinatura do tratado também consolidou a imagem do rei Wilson I como pacificador e ecologista, e fortaleceu o papel de Luméria como exemplo diplomático entre as micronações escolares, sendo posteriormente reconhecido por outras entidades fictícias vizinhas.

Vínicius, o Destemido. Explorador, geógrafo e historiador de Luméria, traduziu e juntou os antigos escritos que contam a história de Luméria, também explorou e mapeou todo o território, documentando a fauna e a flora.
Rei Wilson I, governante de Luméria.
Reunião do conselho das províncias na futura capital Mesal, onde os rumos da atual Luméria foram definidos.
Assinatura do tratado das águas internas.



















































A Guerra das Lousas

O reinado de Wilson I, o Historiador, foi um período de grande prosperidade intelectual em Luméria. Sob sua liderança, as províncias floresceram em arte, ciência e filosofia. O conhecimento era o bem mais precioso da nação. No entanto, o mesmo ideal que unira o Reino seria também a causa de sua maior crise: a Guerra das Lousas.
O conflito teve origem nas escolas e nas Casas do Saber, quando mestres começaram a divergir sobre o papel da educação no novo reino. Um grupo de professores defendia que o ensino deveria seguir métodos fixos, provas padronizadas e currículos únicos — acreditavam que apenas a ordem garantiria o progresso.Outro grupo, formado por artistas, inventores e filósofos, defendia que o saber devia ser livre, criativo e experimental, pois toda mente possuía um ritmo e um brilho próprios.
Com o tempo, a divergência se espalhou pelas províncias. Em Armários, escolas foram fechadas; em Lumério, as lousas foram pintadas com cores vivas em protesto; em Messas, debates fervorosos tomaram as praças.
O Reino mergulhou em discórdia: os conselheiros se dividiram, e as Lousas Negras tornaram-se símbolo da rigidez, enquanto as Lousas Coloridas representavam a liberdade de pensamento.
Durante esse período, Vinícius, o Destemido, conselheiro real e cronista, percorreu as províncias registrando cada evento, temendo que o Reino esquecesse as lições da união.
Em seus diários — hoje preservados no Museu das Luzes —, escreveu:
O conhecimento não é trincheira, mas ponte. A lousa deve unir, não dividir.”
Diante do caos crescente, Wilson I convocou o Grande Sínodo de Mesal, reunindo mestres e conselheiros no Palácio da Mente Clara. Lá, após longas deliberações, o rei proferiu o decreto que encerraria o conflito:
“Toda lousa será negra no início do ensino,mas colorida pelo toque da mente criadora.”
Com o Decreto das Lousas Coloridas, a paz retornou. O documento estabeleceu oficialmente o Sistema Educacional Lumeriano, que combinava estrutura e liberdade — o método que perdura até hoje.
A Guerra das Lousas foi o primeiro conflito interno do Reino e o último a ser resolvido sem violência. Ela ensinou aos luméricos que a diversidade de ideias não é uma ameaça, mas a base da verdadeira sabedoria.
Por ordem do Rei, Vinícius, o Destemido, registrou toda a guerra em pergaminhos, ilustrando os eventos com mapas e símbolos das províncias envolvidas. Esses registros tornaram-se o Códice das Lousas, considerado uma das maiores relíquias da história lumérica.

O Festival das Luzes

Com o fim dos conflitos e a consolidação da paz, Luméria instituiu o Festival das Luzes, uma celebração anual que marca a união entre as províncias e homenageia a fundação do Reino.
Realizado todo 15 de agosto, data do florescimento das Lysmerias, o festival reúne desfiles, exposições científicas e apresentações artísticas.
Lanternas douradas são acesas nas praças, e em cada casa é colocada uma vela magenta, representando o compromisso de manter viva a chama do conhecimento.
Durante o evento, a imagem simbólica de Santa Maria de Luméria é levada pelas ruas de Messas — não como figura religiosa, mas como símbolo do saber, da bondade e da luz.
O festival encerra-se com o Juramento das Mentes Livres, quando professores e alunos renovam o voto de usar o conhecimento em prol do bem comum.
O Festival das Luzes é considerado o ápice da identidade lumérica, celebrando a harmonia entre mente, arte e razão — o verdadeiro espírito da nação.

Juramento das mentes livres

Proclamado pela primeira vez no 5º Festival das Luzes, em Mesal
Sob o reinado de Sua Majestade Wilson I, o Historiador

“Diante da chama do saber e sob a bandeira de Luméria, eu ergo minha voz como mente livre.

Juro que o pensamento será minha espada,
a razão, meu escudo,
e o diálogo, meu caminho.

Não temerei a dúvida, pois dela nasce a descoberta.
Não seguirei o silêncio, pois nele morre a verdade.

Que nenhuma corrente me prenda à ignorância,
que nenhum poder me cegue diante da sabedoria.

Buscarei a luz nas palavras,
e a verdade nos atos.

Honrarei os mestres que me antecederam
e ensinarei aos que virão,
pois cada mente é um farol,
e toda ideia, uma semente.

Assim prometo,
perante o Reino da Luz e da Razão,
ser livre em mente, nobre em espírito e justo em coração.”

Síntese histórica

Era Evento central Característica
Era tribal As sete tribos independentes Cultura oral e respeito ao saber
Conselho de Messas União das tribos Resistência à padronização
Fundação do Reino Pacto da Luz e da Mente Criação de Luméria
Era das Províncias Desenvolvimento cultural e científico Expansão e prosperidade
Guerra das Lousas Conflito com a Secretaria Afirmação da soberania
Era Contemporânea Estado laico e tecnológico Consolidação institucional