Sublime Império de Persépolis
| Status | Estado autodeclarado |
| Lema | "خدا امپراتوری را حفظ کند" |
| Forma de governo | Monarquia absoluta |
| Dinastia | Casa Ignacio-Pahlavi |
| Imperador | Mohammed Augustine I |
| Imperatriz | Parisa Ignacio-Pahlavi |
| Primeiro-Ministro | Cargo destituído |
| Legislatura | Conselho de Estado |
| Capital | Persépolis |
| Área | 30 m² |
| População | Segredo de Estado |
| Densidade | ≈ 0,067 hab/m² |
| Idiomas oficiais | Português e Persa |
| Religião | Islão e Zoroastrismo |
| Moeda | Qirao Persa |
| IDH | 0,942 |
| Gini | 0,29 |
| Fuso horário | UTC+3:30 |
| Governança | Direito Divino dos Reis |
| Jurisdicação | Édito Imperial |
| Mão de condução | Direita |
| Calendário | Solar Hijri |
| Fundação | 30 Esfand 1172 |
| Restauração | 16 Esfand 1404 |
| Site | Portal Oficial de Persépolis |
O Sublime Império de Persépolis (persa: امپراتوری باشکوه پرسپولیس) é uma micronação autodeclarada de caráter derivatista e inspiração persa, situada na cidade brasileira de Altamira, no estado do Pará. Sua capital, denominada Persépolis, é concebida como um enclave reconstrucionista, no qual se busca reproduzir, em escala simbólica e institucional, elementos associados à tradição imperial persa.
A entidade política fundamenta sua existência na reivindicação de continuidade histórica e cultural com as civilizações persas da Antiguidade, não no sentido territorial ou étnico, mas como construção simbólica deliberada. Essa continuidade manifesta-se por meio da adoção de referências linguísticas, estéticas, administrativas e religiosas que compõem uma identidade estatal própria dentro do contexto do micronacionalismo.
O Estado adota como línguas oficiais o português e o persa, refletindo simultaneamente sua inserção geográfica no Brasil e sua orientação cultural externa. Sua organização institucional é caracterizada por um modelo centralizado, no qual as funções políticas, jurídicas e administrativas convergem para a autoridade imperial.
A forma de governo estabelecida é a de uma monarquia absoluta, exercida pela dinastia Ignacio-Pahlavi. O soberano, Mohammed Augustine I, governa segundo o princípio do direito divino dos reis, considerado o fundamento da legitimidade política do Estado. Nesse sistema, a autoridade do monarca não deriva de representação popular ou contrato social, mas de uma concepção teológica e simbólica de poder.
O aparato institucional inclui o Conselho de Estado, órgão de caráter consultivo e administrativo que auxilia na formulação normativa e na organização interna do governo. A existência de partidos políticos é formalmente negada, tendo sido abolidos como parte do modelo político adotado. As normas jurídicas são promulgadas por meio de éditos imperiais, que constituem o instrumento central da legislação persepolita.
O território reivindicado pelo Império possui área declarada de 30 metros quadrados, sendo interpretado mais como um espaço simbólico de soberania do que como território no sentido convencional. A população não possui estimativa pública oficial, sendo classificada como informação reservada, o que contribui para a construção de uma imagem estatal baseada em controle e centralização informacional.
No campo econômico, o país adota o Qirao Persa como moeda oficial, embora não existam dados públicos relativos ao produto interno bruto ou à renda média. Indicadores divulgados pelo próprio governo incluem um índice de desenvolvimento humano de 0,942 e um índice de Gini de 0,29, apresentados como parâmetros internos de organização socioeconômica.
No âmbito cultural e religioso, o Estado reconhece oficialmente o Islão e o Zoroastrismo, coexistência que é apresentada como expressão da continuidade histórica de diferentes tradições associadas ao mundo persa. Essa dualidade religiosa reforça o caráter simbólico do projeto estatal, que combina elementos históricos distintos em uma estrutura contemporânea.
Além disso, o Império adota práticas administrativas próprias, como o uso do calendário Solar Hijri e a condução de veículos pela direita, compondo um conjunto de normas que reforçam sua identidade institucional diferenciada.
História
A fundação histórica do Sublime Império de Persépolis é datada de 30 Esfand 1172, marco considerado como o ponto de origem da entidade política. Esse momento é interpretado como a instauração inicial de uma estrutura simbólica de soberania, ainda em estágio embrionário, na qual se delinearam os primeiros elementos de identidade e organização.
Durante essa fase inicial, o projeto micronacional caracterizou-se pela construção gradual de seus fundamentos ideológicos, incluindo a adoção de referências persas e a definição de um modelo político centralizado. A ausência de reconhecimento externo e a natureza experimental do empreendimento não impediram a consolidação interna de seus princípios estruturais.
Um segundo momento decisivo ocorreu em 16 Esfand 1404, com a proclamação da chamada Restauração Persa. Esse evento marcou a reorganização contemporânea do Estado, estabelecendo de forma mais clara sua estrutura institucional, seus símbolos e sua doutrina política.
A Restauração consolidou o caráter absolutista da monarquia e reafirmou a centralidade do Padishah como eixo do sistema político. Também nesse período foram formalizadas diversas práticas administrativas e normativas, incluindo o uso sistemático de éditos imperiais como instrumento jurídico.
Entre os princípios definidos nesse processo destaca-se a doutrina de autossuficiência total, apresentada como diretriz para a organização econômica, política e territorial do Estado. Tal princípio orienta a construção de um sistema fechado, no qual a dependência externa é minimizada em favor da autonomia institucional.
Desde então, a evolução do Império tem sido marcada pela continuidade de seu modelo centralizado e pela intensificação de sua identidade simbólica, consolidando-se como uma entidade micronacional que privilegia a coerência interna, a estética política e a construção deliberada de tradição.